No Carnaval, Casa da Mulher Alagoana abrigou nove vítimas de violência doméstica
Entre sábado de Carnaval e quarta-feira de cinzas, três mulheres precisaram do acolhimento da Casa da Mulher Alagoana para fugir da violência praticada por seus companheiros. Elas foram acolhidas com seus filhos, totalizando seis crianças.
As vítimas foram levadas à Casa, em Maceió, por equipes da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar. Foram ouvidas e obtiveram da juíza Soraya Maranhão e do juiz Kleber Borba Medidas Protetivas de Urgência (MPU) contra seus agressores.
Integridade física
“Prestamos a devida assistência para resguardar a vida destas mulheres e das crianças que por aqui passaram, garantindo a integridade física e as condições jurídicas para retorno aos seus lares”, explicou Paula Lopes, diretora da Casa da Mulher.
A Casa funcionou durante o Carnaval, em parceria com toda a rede de proteção, considerada fundamental para o acolhimento dessas mulheres.
“Foi um trabalho feito em rede, que funcionou apesar do feriado. Todas as portas de entrada estiveram ativas, foi um trabalho em conjunto da Patrulha Maria da Penha, Rede de Atenção às Violências, Conselhos Tutelares e Central de Flagrantes”, completou.
Enfrentamento em rede
Para a comandante da Patrulha Maria da Penha, major Dayana Queiroz, o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser um trabalho feito, de fato, em rede. Ela avalia que cada instituição tem seu papel.
“Mantivemos o plantão da Patrulha, que prestou apoio à Casa da Mulher em diligências de retorno ao lar e busca por abrigamento, garantindo segurança e acolhimento. É um compromisso recíproco fazer o melhor para auxiliar mulheres a encerrarem o ciclo da violência”, disse.
Confiança no serviço prestado
No carnaval de 2024, houve dois abrigamentos: uma mulher em situação de violência e seu filho. “Acreditamos que esse aumento em 2025 é devido à divulgação e à confiança cada vez maior no serviço e no resultado desses números”, explicou a diretora Paula Lopes.